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Para não correr o risco de perder o mandato por faltas, sua estratégia foi pedir licença não-remunerada. O limite permitido é de quatro meses, e o último pedido foi apresentado no início do mês. A justificativa aceita pelos colegas é de que estaria tratando de "assuntos particulares". Apesar do termo, o motivo de suas ausências é público e notório: não pode sair de Bangu 8 para comparecer às sessões no Palácio Pedro Ernesto.
O recurso só pode ser usado até o início de setembro, quando voltam a contar as ausências. Pelo Regimento Interno da Câmara, Jerominho não pode se ausentar em mais de um terço das sessões ordinárias. Com mais dez ausências desse tipo, sua cassação pode ser pedida. Como a campanha eleitoral tem reduzido o quórum na Casa, calcula-se que só em outubro o processo possa ser aberto.
Mas Jerominho não é o único vereador do Rio de Janeiro que conhece o xilindró. Nadinho de Rio das Pedras (DEM) foi preso em novembro do ano passado e ficou na cadeia durante cerca de um mês, também acusado de ligação com a milícia local. Ele é suspeito da morte do inspetor da Polícia Civil Félix dos Santos Tostes. Seu caso também não foi analisado pela Câmara.
Outro vereador carioca apontado pela polícia como envolvido com milicianos da Zona Oeste é Luiz André Deco (PR), suspeito de envolvimento no assassinato de um policial militar e de um professor no fim do ano passado. O caso está sendo investigado pela equipe da 32ª DP (Taquara). As duas vítimas teriam sido enforcadas e largadas em Curicica, em Jacarepaguá.
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