Advogado pede e juíza tira algemas de Beira-Mar

15 de agosto de 2008 • 09h50 • atualizado às 10h12

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


Um dos advogados do traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar, pediu à juíza Maria Angélica Guerra Guedes que seu cliente ficasse sem algemas durante o julgamento, ao chegar ao 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Francisco Santana teve seu pedido atendido e Beira-Mar não será algemado.

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Santana alega que Beira-Mar é discriminado. "O Cacciola era um foragido da Justiça e não ficou algemado. O Beira-Mar é negro, nasceu na favela e mora na cadeia, mas o direito é o mesmo. Luiz Fernando mora no Rio e nunca fugiu", disse.

Beira-mar é acusado do crime de associação para o tráfico de drogas e foi denunciado pelo Ministério Público em maio de 2000, juntamente com outros oito réus. O julgamento será presidido pela juíza Maria Angélica Guerra Guedes.

De acordo com a denúncia, em 24 de maio de 1996, por volta das 16h, na estrada São João de Meriti, em Duque de Caxias, na altura da favela Vila Ideal, os policiais Andecley Antônio Santana Cardoso e Demerval Edson Lourenço avistaram carro com quatro homens suspeitos.

O veículo teria sido perseguido e, ao parar na entrada da favela, seus ocupantes começaram a atirar nos policiais.

Segundo o MP, os disparos foram efetuados para dar cobertura a Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, líder do tráfico de entorpecentes no local. Primeiro denunciado pelo Ministério Público, Charles do Lixão é o único acusado pelas tentativas de homicídio dos policiais.

Além de Beira-Mar e Charles Batista, foram denunciados Joãozinho, Ricardo Pereira da Silva, o Ricardinho, Josenildo Ramos da Silva, Rosenildo Lucena Mendes, Walter David de Sant'Anna, o Vavá, Márcio de Oliveira Diniz, o Jaz, e Oliciano do Nascimento, o Ulisses.

Ainda segundo o Ministério Público, os denunciados faziam parte do Comando Vermelho e estariam associados para buscar a expansão dos negócios ilícitos com intuito de dominar o narcotráfico em Duque de Caxias.

Redação Terra
 
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