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Em três meses, em Copacabana serão instaladas as primeiras estações de aluguel das bicicletas. De acordo com o prefeito, a intenção é "estimular e multiplicar o uso de bicicletas e ampliar rapidamente o sistema de aluguel de bicicletas, tipo Paris."
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, acredita que os novos projetos podem incentivar os turistas a conhecerem a cidade sobre duas rodas, mas teme que a estrutura ainda não seja adequada.
"Todos que visitam o Rio ficam tentados a dar uma volta pelas paisagens que a cidade oferece. Mas questiono se haverá interligação entre as ciclovias e segurança para o usuário", aponta Alfredo. "Mas o Rio estava precisando de um incentivo desses. Todos os centros urbanos do mundo têm."
Preocupação com roubos
Outra preocupação com a maior circulação de bicicletas é quanto aos furtos dos veículos na cidade. Angelo Leite, diretor-presidente da Sertettel, empresa ganhadora da licitação para alugar as bicicletas, conta que embora os protótipos ainda não tenham sido aprovados pela Prefeitura, os modelos foram desenvolvidos exatamente para o projeto.
"As bicicletas são leves, de alumínio, ideal para passeio urbano. Foram desenvolvidas especialmente para o Rio. Por serem únicas serão facilmente identificadas em qualquer lugar e possuem características construtivas que impedem roubo e desmonte", explica Angelo.
Ao todo, 50 estações de aluguel de bicicletas serão instalados na zona sul, Centro e Tijuca. O primeiro bairro a receber será Copacabana - oito no total, cinco na praia e três perto das estações de metrô.
O preço do aluguel ainda não foi definido, mas 30 minutos serão gratuitos e a pessoa pode devolver em qualquer estação. O funcionamento será das 6h às 23h e o pagamento será efetuado com cartão de crédito. Já na Tijuca, a novidade será as ciclofaixas. O bairro será o primeiro a ter uma rede completa, a rota pioneira será a Barão de Mesquita, que vai conectar a Praça Saens Peña à rua General Canabarro, passando pela UERJ, Cefet, Universidade Veiga de Almeida, IBGE e Petrobras.
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