Luiz de França
Direto de São Paulo
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"O Heráclito acompanhou tudo isso. A Polícia Federal tentou de alguma forma envolvê-lo (no caso Satiagraha), como se ele fosse um braço adiantado de proteção de Dantas. O que seria incorreto e improcedente, porque eles se conhecem. As pessoas se conhecerem não é delito", disse Machado.
Machado deu a declaração na saída dos depoimentos dos delegados da Polícia Federal Victor Hugo Ferreira e Protógenes Queiroz, arrolados como testemunhas de acusação. Eles foram ouvidos sobre o caso pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal. O depoimento do escrivão Amadeu Ranieri Bellomusto estava previsto e acabou cancelado porque De Grandis julgou que dispunha das informações que queria.
O banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, o professor universitário Hugo Chicaroni, e o ex-presidente da Brasil Telecom Participações, Humberto Braz, acompanharam os depoimentos. A Justiça abriu espaço para que os réus falassem antes das oitivas, mas eles se abstiveram. Braz e Chicaroni são acusados de oferecer, supostamente a mando do banqueiro, propina de US$ 1 milhão ao delegado Victor Hugo para que ele tirasse o nome de Dantas e de sua irmã, Verônica Dantas, das investigações da Operação Satiagraha.
"Fiquei satisfeito com hoje, apesar de os três réus terem ficado em silêncio", disse o procurador.
De Grandis também afirmou que não tem dúvidas de que o dinheiro encontrado na residência de Hugo Chicaroni, durante as diligências da PF, seria mesmo do Grupo Opportunity. "Ele mesmo confirmou isso em depoimento", disse.
Redação Terra