Defesa: delegado confirma versão de Chicaroni sobre ligação

14 de agosto de 2008 • 16h39 • atualizado às 16h59

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

Brasil


A advogada de Hugo Chicaroni, Maria Fernanda Carmoneli Muniz, disse, no Fórum da Justiça Federal, em São Paulo, que o delegado Vitor Hugo Ferreira confirmou a versão de seu cliente, que relata um telefonema do delegado Protógenes Queiroz chamando-o para um restaurante, para que os três se encontrassem. Segundo a advogada, foi nesta ocasião que Chicaroni trouxe consigo os primeiros R$ 50 mil da suposta propina de R$ 1 milhão.

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De acordo com Maria Fernanda, Chicaroni foi usado como "isca" por Queiroz, devido a proximidade dos dois. "Foi uma provocação do agente estatal, se utilizando de uma amizade e de um respeito entre os dois", disse. A advogada afirmou que seu cliente foi o único que, até o momento, colaborou com a Justiça. "Não havia motivo para que ele ficasse preso".

Sobre o depoimento desta tarde, a advogada afirmou que o relato de seu cliente foi "rico, coeso, subsistente e com riquesa de detalhes". O delegado da PF Vitor Hugo Ferreira, testemunha de acusação, confirmou algumas partes do relato de Chicaroni, segundo a advogada.

Maria Fernanda faz coro ao advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, que acusa o procedimento da Justiça Federal de ser pouco transparente e não permitir o pleno direito de defesa. "Há muitos pontos obscuros", disse ela, afirmando que não teve acesso a algumas escutas que constam nos autos. A advogada, no tentanto, isenta o juiz Fausto de Sanctis, dizendo que sua postura tem sido "imparcial e ilibada".

A advogada afirmou ainda que Chicaroni foi procurado por um advogado do banco Opportunity, identificado como Wilson Mirza, que tinha interesse em estabelecer contato com o responsável pela Operação Satiagraha. Foi então que Chicaroni, por conta da amizade que mantinha com Queiroz, acabou travando contato com o delegado Vitor Hugo Ferreira.

Após o depoimento, Chicaroni volta à sede da Polícia Federal, onde estava preso, para pegar seus objetos pessoais. Ele obteve uma extensão do habeas-corpus que libertou Humberto Braz e será libertado.

Redação Terra
 
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