Mendes: flagrante de Chicaroni pode ser anulado

14 de agosto de 2008 • 12h14 • atualizado às 12h15

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasília


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou que é possível que o flagrante do professor universitário Hugo Chicaroni, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, seja anulado pelo STF. O ministro fez a ressalva de que não tinha conhecimento da exata argumentação da defesa do réu, mas explicou que a estratégia pode ser bem sucedida no Supremo.

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O advogado de Chicaroni, Alberto Carlos Dias, afirmou nesta manhã que a ação da Polícia Federal foi encomendada e que será apurada a origem dos R$ 865 mil encontrados na casa de seu cliente. "Esta ação (a Operação Satiagraha) foi preparada", disse.

Chicaroni e o empresário Humberto Braz, considerado "braço direito" do banqueiro Daniel Dantas, são acusados, assim como o próprio controlador do grupo Opportunity, de corrupção ativa por supostamente tentar subornar um delegado da Polícia Federal a fim de livrar Dantas das investigações. A Polícia Federal simulou aceitar a propina e gravou a tentativa de extorsão.

"Não conheço exatamente a argumentação que está sendo desenvolvida, mas essa é uma questão tradicional. Se de fato há flagrante preparado, pode ser descaracterizado até mesmo o crime", disse o ministro.

Chicaroni aguarda que o STF julgue um pedido de extensão do habeas-corpus concedido a Humberto Braz. Ao julgar a solicitação do "braço direito" de Dantas, o ministro Eros Grau considerou que não haviam sido preenchidos os requisitos para mantê-lo preso preventivamente, como risco de atrapalhar as investigações, fugir, ameaçar as testemunhas do caso ou ocultar provas.

Redação Terra
 
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