Defesa de Chicaroni: R$ 865 mil serão apurados

14 de agosto de 2008 • 11h04 • atualizado às 11h13

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O advogado de Hugo Chicaroni, Alberto Carlos Dias, mudou nesta manhã a versão sobre a origem dos R$ 865 mil encontrados na casa de seu cliente. Segundo ele, será apurada a origem e a destinação da soma. Segundo o procurador da República Rodrigo de Grandis, Chicaroni confessou em juízo que ofereceu R$ 865 mil a um delegado da Polícia Federal como pagamento de propina. Outra advogada de Chicaroni, Maria Muniz, havia afirmado na ocasião que seu cliente foi vítima de uma cilada da polícia

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Presente à 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, para o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, o advogado voltou a sustentar que a ação da Polícia Federal foi encomendada. "Esta ação (a Operação Satiagraha) foi preparada", disse.

Ele afirmou ainda que seu cliente e o delegado Protógenes Queiroz são amigos há mais de sete anos e que Chicaroni procurou Queiroz para pedir que ele o apresentasse ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Ferreira. "Não há crime nisso, é perfeitamente natural", disse.

O advogado afirmou ainda que Chicaroni resolveu romper o silêncio, pois tornou-se "uma execração para a sociedade civil". Ele disse que, mesmo preso, Hugo Chicaroni irá acompanhar os depoimentos na Justiça Federal.

De acordo com o Ministério Público Federal, Chicaroni e Humberto Braz teriam intermediado a entrega do dinheiro ao delegado da Polícia Federal para que o nome do banqueiro Daniel Dantas, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações da Operação Satiagraha.

Redação Terra
 
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