Dantas: Protógenes quer criar "dificuldades"

14 de agosto de 2008 • 09h57 • atualizado às 14h54

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O dono do Banco Opportunity, Daniel Dantas, afirmou nesta manhã que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que deflagrou a Operação Satiagraha, queria criar "dificuldades". "Ele tinha um objetivo, acho que não é pessoal, ele quer criar dificuldades", disse o banqueiro, ao chegar nesta manhã à sede da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo. Dantas foi preso na operação, acusado de desvio de verbas e crimes financeiros.

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Dantas e seu assessor Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom e que foi solto ontem, devem prestar depoimento novamente ao juiz Fausto De Sanctis e acompanhar os depoimentos dos delegados da Polícia Federal Protógenes Queiroz e Victor Hugo Rodrigues Ferreira, responsáveis pela Operação Satiagraha, e do escrivão Amadeu Ranieri Bellomusto.

De acordo com a Justiça Federal, o primeiro depoimento iniciou às 11h30, com Vitor Hugo Rodrigues Ferreira, e terminou às 14h30. Depois será a vez de Protógenes Queiroz e Amadeu Ranieri Bellomusto. Esses depoimentos são somente para investigar a tentativa de suborno. A Justiça abriu espaço para que os réus (Dantas e Braz) falassem antes dos depoimentos, mas eles se abstiveram.

O banqueiro e dono do banco Opportunity foi convocado para uma audiência por volta das 9h, na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, na região central de São Paulo. O advogado do banqueiro, Nélio Machado, reclamou de ter sido barrado na entrada do Fórum. "Isso revela que o ambiente que permeia esta causa parece ter um destino já estabelecido, pré-ordenado, preconcebido e de má-vontade", afirmou.

Segundo a justiça Federal, Daniel Dantas, que é réu, chegou antes do horário marcado para a audiência. Havia uma determinação do juiz Fausto de Sanctis para que ninguém que fosse diretamente ligado ao processo entrasse nas dependências da Justiça Federal. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, houve um problema de comunicação entre a segurança do prédio e Sanctis.

De acordo com o advogado, por conta disso, seu cliente não falará. "Se eu tinha dúvida se meu cliente ia silenciar hoje, a dúvida acabou."

Redação Terra
 
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