SP: polícia aguarda laudo final de morte de menino agredido

12 de agosto de 2008 • 15h43 • atualizado às 18h01

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

São Paulo


A morte do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, 5 anos, no dia 12 de junho, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, completa nesta terça-feira dois meses sem qualquer esclarecimento. A polícia aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as víceras do garoto.

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Segundo relato da mãe e do padrasto de Pedro Henrique, o menino morreu ao tomar um produto tira-manchas que era guardado no armário da cozinha. Ele teria passado mal e, logo depois de ser socorrido, morreu. A polícia, no entanto, acredita que o menino tenha sido agredido. Ao apanhar, segundo a perícia, Pedro quebrou o punho, o que gerou a embolia gordurosa.

A delegada Maria Beatriz de Campos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, explica que aguarda o laudo final da perícia. "Os exames estão sendo realizados pelos peritos e por professores de universidades e, por serem complexos, levam certo tempo mesmo", afirmou a delegada, descartando o esquecimento do caso.

O padrasto Juliano Gunelo e a mãe Kátia Marques deixaram o condomínio onde moravam na época da morte do menino. Gunelo chegou a voltar só para pegar algumas roupas. O pai, o policial militar Odair Donizete Rodrigues, continua a acompanhar as investigações. Desde o início, ele não fala abertamente do caso e aguarda o resultado dos laudos para apontar os verdadeiros culpados.

Segundo os laudos preliminares, Pedro era frequentemente agredido e tinha lesões pelo corpo. Quinze pessoas foram ouvidas no inquérito policial. Uma vizinha chegou a relatar maus-tratos e disse ter ouvido gritos no dia da morte.

Na ocasião, segundo a perícia, Pedro fraturou o braço direito em duas regiões, o que teria provocado uma embolia gordurosa - a fratura no osso do braço teria liberado células gordurosas que entraram na corrente sangüínea, se misturaram à medula óssea e foram parar no pulmão. Os vasos capilares foram obstruídos causando a morte.

A defesa contesta dizendo que a lesão é resultado de um acidente de Pedro ao bater no vaso sanitário em uma crise de convulsão. A delegada chegou a pedir a prisão do casal por homicídio por acreditar na participação deles no crime. O pedido foi negado pela Justiça. A Promotoria não recorreu e aguarda o fim do inquérito.

Redação Terra
 
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