Greve da polícia de SP será mantida, diz sindicato

12 de agosto de 2008 • 10h39 • atualizado às 10h44

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, José Martins Leal, afirmou que as propostas apresentadas pela Secretaria de Gestão Pública para suspender a greve de policiais civis não contemplam as expectativas da categoria. "Queremos ter um reajuste real nos ganhos. Precisamos que seja oferecido um reajuste que se estenda aos aposentados e pensionistas", disse.

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Ontem, a secretaria divulgou nota informando que, entre outros pontos, o governo propunha publicar no Diário Oficial de hoje um decreto regulamentando o pagamento da Gratificação por Acúmulo de Titularidade (GAT) para delegados dos departamentos da Polícia Civil do interior.

Outra proposta era o envio de um projeto de lei para a Assembléia Legislativa propondo a extinção de 5ª Classe para todas as carreiras da Polícia Civil. Também foi proposta a criação de um grupo de trabalho com representantes da Secretaria de Gestão Pública e Secretaria de Segurança e das entidades representativas da categoria para analisar a de revisão de cargos e salários das polícias.

"Essas ofertas são irrealizáveis e o governo não merece a nossa confiança. Eles pretendiam esfriar o movimento, mas não conseguiram. Estamos batalhando há oito anos pela reestruturação, mas não vamos ser enganados", afirmou o delegado, ressaltando que as propostas não serão nem submetidas a assembléias.

Segundo Leal, que esteve reunido na noite de ontem com o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, e com conselheiros da instituição, os representantes do movimento grevista desejam negociar diretamente com o governador, José Serra. "O governador não nos recebeu. Mas é ele quem decide tudo."

O delegado disse que todas as categorias vão aderir à paralisação, que tem início amanhã, às 8h. Delegados, investigadores, escrivães, agentes policiais, agentes de telecomunicação e carcereiros, entre outros, trabalharão apenas em casos de homicídios ou prisões em flagrante. "É claro que se houver um caso de seqüestro, coisas muito graves, não vamos nos omitir. Mas o resto não vai funcionar", explicou o presidente do sindicato.

Redação Terra
 
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