Assinada pelo assessor de política externa do presidente, Marco Aurélio Garcia, a nota expressa o desejo de que a manifestação livre e pacífica dos bolivianos "contribua para o fortalecimento do Estado de Direito e para a reconciliação nacional" no país vizinho.
A nota reitera o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a Morales, no último encontro entre os dois, em Riberalta, para celebrar empréstimo do BNDES para obras viárias na Bolívia.
Lula afirmou confiar que a Bolívia "continue consolidando sua democracia e construindo um país de oportunidades para bolivianos de todas as origens e de todas as regiões" e que "o povo irmão deste país consiga superar as dificuldades conjunturais pela via do exercício da democracia e do entendimento".
Pesquisas dizem que Morales deve conseguir no domingo os votos suficientes para permanecer no poder, o que legitimaria suas reformas socialistas, que incluem reforma agrária e estatização parcial da economia.
Às vésperas do referendo, a Bolívia está conflagrada. Nesta semana, duas pessoas morreram em manifestações sindicais, e Morales teve de suspender dois comícios e uma reunião com os colegas de Venezuela, Hugo Chávez, e Argentina, Cristina Kirchner, devido a protestos contra o governo.

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