SSP diz investir em tecnologia e contratações

10 de agosto de 2008 • 17h30 • atualizado às 17h32

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

São Paulo


A Secretaria de Segurança Pública (SSP), sem criticar as reivindicações descritas pelas entidades ligadas aos policiais civis, destacou, em nota detalhada, todos os serviços realizados pela pasta nos últimos quase dois anos que beneficiaram a categoria. O material, ao contrário da impressão dos agentes, mostra que o secretário Ronaldo Marzagão vem investindo pesado em equipamentos de inteligência e na contratação de policiais.

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Segundo a pasta, o governo autorizou mais de 2,6 mil vagas para a Polícia Civil e Técnico-Científica nos últimos meses. Em nota, Marzagão destaca que, na medida em que esses homens forem saindo das respectivas escolas, eles serão distribuídos pelo Estado com critérios absolutamente técnicos.

Para a Polícia Civil, em edital lançado no último dia 12 de junho, foram autorizadas 864 vagas para escrivães e 1.449 para investigadores. A Academia de Polícia formou, em 11 de janeiro deste ano, uma turma de 204 delegados, para trabalhar na capital e na Grande São Paulo. A segunda fase do concurso para a seleção de mais 147 delegados foi realizada no último dia 19 de junho.

Também estão em andamento os concursos para a Polícia Técnico-Científica, totalizando 369 vagas para profissionais. Em nota, a SSP afirma ter investido nas mais modernas ferramentas de Inteligência Policial. "Só na compra de um sistema de rádio digital foram investidos R$ 218 milhões."

O sistema que impede o rastreamento da comunicação dos policiais por bandidos funciona nas cidades de São José dos Campos, Campinas, Santos, Grande São Paulo, além da Capital. Até o fim do ano, a secretaria promete colocá-lo em prática nos municípios de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Piracicaba.

De acordo com Secretaria de Segurança, os outros equipamentos de inteligência que não estão espalhados pelo Estado, aos poucos, serão repassados para auxiliar nas investigações. Entre os programas está o Infocrim, que permite o mapeamento do crime, o Fotocrim, que disponibiliza as fotos de criminosos pela Internet, e o Sistema Alpha, que permite pesquisas aos RGs com fotos.

Um programa chamado de Guardião já foi enviado as unidades do interior, porém, por enquanto, só as delegacias especializadas têm acesso ao equipamento. Ele permite o monitoramento de escutas telefônicas. O problema é que muitas unidades não têm policiais para formar um setor de inteligência.

O Registro Digital de Ocorrências (RDO) é outro sistema que veio incompleto na maioria das cidades do interior. Os computadores chegaram, os cabos foram passados, mas, sem alguns detalhes, nada funciona.

A nota da SSP ainda relaciona mais dois sistemas: o Phoenix, que foi encaminhado para as Delegacias Seccionais do Estado. O sistema italiano contribui com dados como impressão digital, gravação da voz da pessoa, tatuagem e outros traços, além da foto, para auxiliar em um futuro reconhecimento. "Esse sistema é realmente bom e vai ser muito útil no futuro", diz um investigador. E, por fim, o Ômega, que agiliza o acesso a informações arquivadas do mapeamento do crime.

Resultados
Segundo a Secretaria de Segurança, todas essas ações e investimentos resultaram na redução dos homicídios em São Paulo. A Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) divulgou, há alguns dias, uma queda de 60% nos homicídios. "No primeiro semestre desse ano, São Paulo alcançou a meta de 10,5 homicídios por grupo de 100 habitantes. Este nível é considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS)."

Redação Terra
 
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