A reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, foi ocupada por cerca de 150 alunos. Com as caras pintadas e muito barulho, eles exigem o voto paritário, que garante igualdade no peso entre professores, acadêmicos e técnicos administrativos nas eleições para reitor.
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O protesto começou durante a reunião do Conselho Universitário (Coun), composto por 39 membros e presidido pelo atual reitor, Manoel Catarino Paes Peró. Pela manhã, ele decidiu manter as eleições não diretas, ou seja, os votos de alunos e servidores representam 15% cada, enquanto os professores têm 70% de participação.
Outro ponto de conflito foi a data da eleição, marcada já para o dia 25 de agosto, véspera do aniversário de Campo Grande, no dia 26. Os alunos temem que o comparecimento às urnas, que não é obrigatório, seja comprometido.
Uma lista com três nomes têm que ser enviada a Brasília até o dia 10 de setembro, para que um seja escolhido pelo presidente da República. O novo reitor não precisa necessariamente ter sido o mais votado.
Durante a manifestação houve choque entre os seguranças da universidade e os acadêmicos, que tentavam invadir a sala onde a reunião do Coun era realizada.
À noite o clima era mais tranqüilo. Os estudantes levaram colchões e barracas que são espalhados pelo hall de entrada da reitoria. Uma festa também está programada e algumas bandas foram convidadas. Tudo é observado de longe pelos vigias.
O acadêmico de História Sérgio Anastácio de Souza, integrante da comissão de ocupação, garantiu que nada do prédio da reitoria será destruído, mas que eles não têm data para sair. "Nós vamos ficar aqui até conseguir que as nossas reivindicações sejam atendidas. Nós queremos sentar, conversar com o reitor, conversar com a universidade", explicou.
A assessoria da universidade informou que só o reitor pode falar sobre o assunto e que, provavelmente, irá convocar uma entrevista coletiva amanhã.
- Redação Terra

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