Advogada: delegados fizeram "cilada" contra Chicaroni

07 de agosto de 2008 • 20h17 • atualizado às 20h33

Leandro Calixto
Direto de São Paulo

Brasil


Maria Muniz, advogada de Hugo Chicaroni, afirmou que o flagrante que determinou a prisão de seu cliente foi armado por delegados da Polícia Federal. Segundo o procurador da República Rodrigo de Grandis, Chicaroni confessou em juízo que ofereceu R$ 865 mil a um delegado da Polícia Federal como pagamento de propina.

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"Tudo foi preparado pelos delegados e não esperado", enfatizou a advogada. Segundo Maria Muniz, os delegados Vitor Hugo e Protógenes Queiroz se aproveitaram de uma relação de amizade com Chicaroni e prepararam uma cilada para seu cliente. Ela alega que foram os dois que deram a iniciativa e pediram o pagamento de propina. "Eles marcaram um encontro com Chicaroni e pediram dinheiro. Ou seja, eles prepararam a ação".

De acordo com o Ministério Público Federal, Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão, por intermédio de Hugo Chicaroni e Humberto Braz, a um delegado da Polícia Federal para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações da Operação Satiagraha.

Braz e Chicaroni são os únicos investigados pela Operação Satiagraha da Polícia Federal que permanecem presos. O advogado de Daniel Dantas nega que o banqueiro tenha envolvimento na tentativa de suborno.

Redação Terra
 
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