Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
São Paulo
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No documento, os militares afirmaram que o governo deve se preocupar com outros assuntos, como a suposta relação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "É uma manifestação respeitável. Estamos em um Estado de Direito. Em nenhum momento falei sobre revisão da Lei da Anisitia. O que nós sustentamos é que tortura não é crime político", disse.
A mensagem dos militares foi elaborada pelos presidentes dos clubes Militar, general do Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo, da Aeronáutica, tenente brigadeiro Carlos de Almeida Batista, e Naval, almirante José Júlio Pedrosa. O documento foi lido na abertura do seminário sobre a Lei de Anistia promovido no clube militar.
O evento reuniu cerca de 600 pessoas no prédio da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Entre os presentes estavam o comandante militar do leste, general Luiz Cesário da Silveira, e os ex-ministros do Exército Leônidas Pires Gonçalves e Zenildo Zoroastro de Lucena. Assim como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi (órgão de repressão aos grupos de tendência esquerdista) de São Paulo entre 1970 e 1974. Ele não quis falar com a imprensa.
Redação Terra