Leandro Calixto
Direto de São Paulo
Brasil
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"O (banqueiro Daniel) Dantas perdeu a oportunidade de oferecer hoje suas versões sobre o fato. Chicaroni confirmou efetivamente que ofereceu R$ 865 mil para o pagamento de propina a pedido de Dantas. Ele confirmou isso na frente do juiz", declarou o procurador.
De acordo com o Ministério Público Federal, Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão, por intermédio de Hugo Chicaroni e Humberto Braz, a um delegado da Polícia Federal para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações da Operação Satiagraha.
Segundo a assessoria da Justiça Federal, os suspeito dois chegaram a ficar pelo menos 5 minutos frente a frente diante do juiz Fausto de Sanctis, no Fórum da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.
Braz e Chicaroni são os únicos investigados pela Operação Satiagraha da Polícia Federal que permanecem presos. O ex-presidente da Brasil Telecom Participações está detido no presídio de Tremembé e Chicaroni, na Polícia Federal de São Paulo.
Defesa de Dantas nega suborno
O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro Daniel Dantas, desmentiu a versão de Chicaroni e, mais uma vez, afirmou que seu cliente não tem relação com a suposta tentativa de suborno ao delegado da PF.
"A verdade está aparecendo, a verdade vai surgir. E, no final, vamos verificar que a história é muito diferente daquela que a autoridade policial contou para a imprensa e para o Brasil inteiro. Machado também negou que houve uma acareação na audiência de hoje.
Redação Terra