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"Ficou comprovado que o grupo de Daniel Dantas contratou uma empresa de investigação para fazer a busca de dados submetidos a sigilo legal, o que seria, em tese, uma ilegalidade", disse Itagiba.
O delegado Élzio de Souza afirmou, na CPI, que durante a Operação Chacal, realizada em 2004 pela Polícia Federal, obteve provas das escutas telefônicas clandestinas e de interceptações telemáticas, de dados de computador.
O deputado Marcelo Itagiba afirmou que, apesar de haver uma banalização das escutas telefônicas, elas são necessárias para combater grupos criminosos.
"O número (de escutas) é excessivo, e é necessário haver maior controle, mas, sem dúvida, é um instrumento necessário para evitar que essas organizações criminosas, principalmente aquelas voltadas para a prática da corrupção, de crimes do colarinho branco e de crimes que envolvem a própria estrutura do Estado", disse Itagiba.
Itagiba informou que vai entregar, ainda hoje, as informações solicitadas pelo Supremo Tribunal Federal sobre a necessidade de a CPI obter dados sobre os mandados de escuta telefônica com autorização judicial expedidos para a polícia. Nesta semana, as empresas obtiveram liminar que as autorizava a negar o repasse de tais informações à CPI.
Agência Brasil