Delegado: Kroll era investigada por fazer escutas

07 de agosto de 2008 • 11h43 • atualizado às 12h19

Marina Mello
Direto de Brasília

Brasília


O delegado Elzio Vicente da Silva, da Polícia Federal, afirmou em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas que a empresa Kroll era investigada por fazer supostas escutas, antes mesmo de ter sido deflagrada a Operação Chacal, que foi comandada por ele.

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O delegado rebateu o que havia sido dito no depoimento do diretor da Kroll Associates Brasil Ltda., Eduardo Gomide, que, quando esteve na CPI, negou as acusações de que realize escutas telefônicas ou qualquer atividade ilegal.

"Não vou confrontar o depoimento do representante da empresa, mas as atividades supostamente ligadas a ele até antecederam a deflagração da Operação Chacal", disse o delegado. A operação investigou a suposta espionagem da Kroll contra a Telecom Itália.

A Kroll é a empresa que teria sido contratada pelo banqueiro Daniel Dantas para espionar empresários envolvidos na disputa pelo controle da Brasil Telecom.

A empresa também foi acusada de espionar o ex-ministro Luís Gushiken, que se opunha ao banqueiro Dantas pelo controle da Brasil Telecom, numa disputa comercial que envolvia ainda os fundos de investimento. Dantas estava em disputa internacional com a Telecom Itália pelo controle acionário da empresa.

Agência Brasil
 
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