Providência: juíza nega liberdade a dois militares

06 de agosto de 2008 • 18h02 • atualizado às 18h10

A juíza federal Andréa Cunha Esmeraldo negou a liberdade ao sargento Renato Oliveira Alves e ao soldado Sidney de Oliveira Barros, suspeitos de envolvimento na morte de três jovens do morro da Providência que teriam sido entregues a traficantes do morro da Mineira, no Rio de Janeiro. Eles respondem a processo junto com outros nove militares.

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Os pedidos de habeas-corpus alegavam que os dois réus são primários, com bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. A juíza Andrea Esmeraldo destacou que a decisão da primeira instância está bem fundamentada, pois há diversas provas e indícios de autoria contra os réus.

A magistrada destacou que a liberdade deles poderia comprometer o depoimento das testemunhas. Por questões de segurança, os depoimentos estão sendo realizados por meio de videoconferência, já que os moradores do morro da Providência estariam com medo de ficar cara a cara com os militares.

A juíza aguarda que uma lei que regulamenta a videoconferência entre em vigor no dia 9 de agosto. Depois disso, ela marcará a data dos depoimentos das testemunhas.

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