Luiz de França
Direto de São Paulo
Brasil
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Embora tenha rejeitado o pedido do advogado, o juiz deu um prazo de cinco dias para a defesa apontar as falhas do áudio da fita. Hugo Chicaroni também deve depor amanhã.
Machado defende que Dantas está sendo "vítima de uma armação" iniciada há cinco anos, quando o PT entrou no poder. "Eu não diria (que houve interferência) do governo (na ação contra Dantas), mas houve segmentos do poder que tiveram participação decisiva nessa disputa privada que reassumiu uma conotação tal que houve interferência no pode público", disse.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão, por meio e Hugo Chicaroni e de Braz, a um delegado da PF para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações da Operação Satiagraha.
Machado disse que Dantas pode ficar novamente calado no depoimento de amanhã. Contudo, afirmou que o banqueiro está disposto a "desabafar". "Ele quer deixar claro que é vítima de uma armação. Dantas não tem nada a ver com esse episódio e tem certeza que o tempo mostrará que ele é mais vítima do que réu".
"Espero que ele (Dantas) fale com um magistrado que esteja disposto a ouvir com isenção, pois a mim parece que houve um pré-julgamento", disse o advogado.
Braz permaneceu calado durante o seu depoimento no fórum da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que ocorreu nesta tarde.
Redação Terra