Protógenes: PF deveria ter autonomia para acessar dados

06 de agosto de 2008 • 15h49 • atualizado às 19h57

Marina Mello
Direto de Brasília

Brasil


O delegado Protógenes Queiroz defendeu, em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas, que a Polícia Federal possa receber de companhias telefônicas dados cadastrais de pessoas que sejam investigadas em operações da Polícia Federal, sem ter necessariamente autorização da Justiça.

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"De ofício, a autoridade policial não tem esse poder. Deveria ter, na minha avaliação, a exemplo do que ocorre com policiais de outros países. Até para os senhores fazerem uma reflexão, nessa CPI, para que os trabalhos sejam no sentido não apenas de encontrar dificuldades desse instrumento que, para alguns, têm um grande temor, mas para que a sociedade tem sido valiosas", afirmou.

Ao ser questionado sobre a denúncia de que a PF teria recebido senhas na Operação Satiagraha para acessar dados não só dos investigados, como também de outros usuários, Protógenes explicou como funciona esta prática. "Eu não posso falar diretamente sobre esse caso, mas sobre o método que seria o acesso a cadastro de pessoas investigadas, não de pessoas não investigadas, e um histórico de chamadas dessas pessoas. Até porque facilita a autoridade policial. Essa é a forma legal que precede uma autorização judicial", disse.

Redação Terra
 
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