O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial
dos Direitos Humanos, negou hoje que tenha proposto junto com o
ministro das Justiça,
Tarso Genro, a
revisão da Lei de
Anistia, no que diz respeito aos militares acusados da prática
de tortura durante a ditadura.
"Os discursos são públicos e são
transcritos. Nem eu nem Traso Genro dissemos isso. Nunca falamos que
queríamos rever a Lei da Anistia.
Vannuch disse que há necessidade de
responsabilização no caso da tortura, mas que o foco
dos direitos humanos "não é o olho por olho, dente
por dente" e sim "a paz".
"E fazer a paz exige o conceito de
reconciliação. Agora, não venham, cobrar se a
reconciliação se dê sem a verdade.
O Brasil
precisa saber o que aconteceu. Precisa saber que o [
Wladimir]
Herzog e o Rubens Paiva não desapareceram, foram presos e
assassinados pelo aparelho de repressão. Não fazemos
isso em enfrentamento, mas em defesa das Forças Armadas".
Vannuchi participa do lançamento do Prêmio
Nacional de Educação em Direitos Humanos