Pais do menino João Roberto foram à missa na capela Santíssimo |
Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
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A maior parte dos presentes vestia camisas com a foto da criança e se emocionou durante a missa. Os pais de João Roberto, Alessandra e Paulo Roberto, choraram o tempo todo.
Até mesmo Carlos Santiago, pai da menina Gabriela Prado Maia, morta aos 14 anos por uma bala perdida em 2003 durante assalto a estação do metrô de São Francisco Xavier, na zona norte da capital fluminense, não segurou as lágrimas.
"Eu dificilmente me emociono depois de tudo que passei, mas essa missa do João Roberto me emocionou. Eu tenho explicado para o Paulo (pai do garoto) que ele pode dar a volta por cima. Não é que a dor vá diminuir, mas você aprende a administrar", afirmou Santiago.
João Roberto foi baleado na cabeça por policiais militares, no bairro da Tijuca, na zona norte da capital fluminense. O carro em que o garoto estava com a mãe e o irmão de 9 meses foi confundido por dois PMs que perseguiam um veículo com criminosos. Os policiais fizeram 17 disparos contra a família.
O cabo Willian de Paula e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio doloso duplamente qualificado e tentativa de homicídio contra a mãe e o irmão do menino. Eles tiveram prisão preventiva decretada no último dia 29 e devem prestar depoimento à Justiça amanhã.
Redação Terra