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 Amiga: suspeito mostrou foto do corpo de inglesa em festa
04 de agosto de 2008 20h40 atualizado às 21h01

Uma jovem identificada como Poliana prestou depoimento à Polícia Civil de Goiânia sobre a morte da inglesa Cara Marie Burke, 17 anos. Segundo os agentes, Poliana disse que o suspeito Mohammed D'Ali Carvalho, 20 anos, mostrou uma foto do corpo da jovem para amigos em uma festa na casa dela na noite de sábado. Ele foi preso na quinta-feira. Em depoimento à polícia, Mohammed disse que matou Cara no sábado e esquartejou o corpo do domingo.

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O suspeito ficou na casa de Poliana até a madrugada de domingo. Ele conheceria a amiga há quatro anos. Após o esquartejamento, ele tirou uma nova foto com o telefone celular. Esta última imagem foi apreendida pela polícia.

Em depoimento à polícia, Poliana disse que, em um primeiro momento, os amigos acharam que a foto do corpo era uma montagem. A imagem foi exibida no telefone celular do acusado. Ela disse que Mohammed se comportou naturalmente durante a festa e que todos ficaram chocados quando descobriram a morte da inglesa.

A polícia ouviu ontem uma ex-namorada de Mohammed e dois porteiros do prédio em que Mohammed mora. Emivaldo Batista Alves, que trabalhou no turno da noite do dia 26, disse aos policiais que foi ameaçado de morte pelo jovem após uma discussão por causa do barulho que ele provocava com a buzina de um carro.

Os delegados responsáveis pelo caso esperam ouvir amanhã o amigo de Mohammed que teria emprestado o carro para que o suspeito se livrasse do corpo esquartejado da jovem. O delegado Jorge Moreira afirma que esse amigo não é mais considerado suspeito pelo crime de ocultação de cadáver, pois não saberia o objetivo de Mohammed com o carro.

Jorge Moreira também disse que a polícia pretende traçar o perfil psicológico de Mohammed para saber se ele é uma pessoa violenta. A estratégia visa a mostrar se o acusado também agia com extrema agressividade quando não estava sob efeito de drogas. A defesa de Mohammed afirmou que vai alegar que ele havia feito uso de cocaína durante quatro dias seguidos e sem dormir quando teria matado Cara.

Redação Terra