Farc: deputada diz que atuou contra extradição de embaixador

31 de julho de 2008 • 15h53 • atualizado às 15h53

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasília


A deputada distrital Erika Kokay (PT-DF) confirmou ao Terra que, como representante de entidades ligadas aos direitos humanos, atuou junto ao governo federal para que o embaixador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), padre Olivério Medina, não fosse extraditado do Brasil para a Colômbia, uma vez que ele corria o risco de ser assassinado quando chegasse ao país. Ela negou, no entanto, ter tido contato com integrantes da narcoguerrilha.

» Colômbia diz respeitar autonomia do País
» Carvalho: governo tem zero de relação
» Farc tentam influenciar alto escalão
» Opine sobre a suposta ação das Farc

A revista colombiana Cambio publicou que as Farc teriam conseguido chegar "até as mais altas esferas" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A conclusão foi baseada em supostos e-mails encontrados no computador do então número dois da guerrilha, Raúl Reyes. A petista Erika Kokay é uma das pessoas do governo brasileiro citadas nas correspondências.

"Nunca tive qualquer tipo de contato com as Farc ou com qualquer tipo de integrantes das Farc. A matéria da revista Cambio busca descaracterizar a experiência democrática do Brasil", afirmou a parlamentar.

Nos supostos e-mails trocados entre os guerrilheiros, são citados ainda o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, o chefe de Gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, além do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, do assessor de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e do assessor presidencial Selvino Heck.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »