Gilberto Carvalho: governo tem zero de relação com Farc

31 de julho de 2008 • 15h12 • atualizado às 15h35

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasília


O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, negou hoje ao Terra que tenha mantido qualquer "relação estreita" com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e disse que o governo brasileiro "tem zero de relação com as Farc". "A posição brasileira é claríssima contra os métodos das Farc e os seqüestros", informou Carvalho.

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Assessor direto do presidente Lula, ele declarou ainda que seu nome aparece nos e-mails trocados pelo ex-porta-voz internacional das Farc e número dois da guerrilha, Raúl Reyes, porque ele fez "uma ação humanitária" ao pedir ao subsecretário especial de Direitos Humanos, Perly Cipriano, que intercedesse para dar condições mais dignas para o "embaixador" das Farc no Brasil, padre Olivério Medina, então preso em agosto de 2005.

"Em dois ou três momentos é mencionada uma gratidão ao Gilberto Carvalho. Fui procurado para (reverter) condições carcerárias subumanas", afirmou o assessor do presidente. "O pior dos mundos seria esse cidadão (padre Olivério Medina) falecer ou ficar doente. O Brasil tem que dar condições adequadas aos presos políticos", esclareceu. "Tirando a ação humanitária (nesse caso) não há nada que nos faça ter relação com as Farc", concluiu Carvalho.

Já o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia informou que seu nome é citado nos e-mails de integrantes das Farc porque foi ele quem evitou que a narcoguerrilha colombiana se aproximasse do governo Lula. Nas correspondências, ele é citado como o "inefável Marco Aurélio Garcia".

Do Paraguai, onde representa o governo em reuniões preliminares à posse do novo presidente Fernando Lugo, Garcia disse que os e-mails mostram "explicitamente" seu papel como aquele que trabalhou para conter a infiltração da guerrilha no governo.

"As informações falam por si. Houve uma certa tentativa de aproximação, que foi barrada", comentou. "Se houve uma tentativa, não houve sucesso."

Redação Terra
 
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