Anna Ruth Dantas
Direto de Natal
Brasil
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A investigação da Operação Higia começou há mais de um ano e teve como ponto alto a prisão das 13 pessoas em junho. À época, a PF apreendeu 15 veículos de luxo e ainda cerca de R$ 330 mil e US$ 11 mil. No relatório da PolíPF há detalhes de como operaria o bando. Segundo os policiais, o foco do esquema seria o Serviço de Atendimento Médico a Urgência (Samu), o programa Farmácia Popular e o serviço de higienização em unidades de saúde.
O maior déficit teria ocorrido no contrato da empresa Emvipol com a Secretaria Estadual de Saúde para prestar serviço ao programa Farmácia Popular. Nesse contrato teriam sido desviados R$ 8,7 milhões, de julho de 2006 até hoje.
Em nota, a Polícia Federal informou que outros 19 inquéritos policiais serão instaurados para apurar "fatos correlatos" à Operação Higia. O relatório da PF está agora com a Justiça Federal, que dará vistas ao Ministério Público Federal.
Estão indiciados pela Polícia com acusação de associação criminosa, peculato (apropriação de dinheiro público), corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa: Lauro Maia (filho da governadora Wilma de Faria), João Henrique Lins Bahia (ex-secretário adjunto de Esporte e Lazer), Rosa Maria Caldas (procuradora do Estado), Anderson Miguel da Silva (empresário), Francinildo Rodrigues de Castro (servidor da Procuradoria do Estado), Francisco Alves de Sousa Filho (funcionário de uma das empresas denunciadas), Herbeth Florentino Gabriel (empresário), Jane Alves de Oliveira (presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Locação de Mão de Obra), Luciano de Souza (funcionário de uma das empresas denunciadas), Marco Antônio França de Oliveira (funcionário da Secretaria Estadual de Saúde), Maria Eleonora Lopes D'Albuquerque Castim (ex-coordenadora de Finanças da Secretaria Estadual de Saúde), Mauro Bezerra (empresário), Ulisses Fernandes de Barros (funcionário da Secretaria Estadual de Saúde).
Redação Terra