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 Casa Civil: comissão rejeita demitir suspeito de vazar dossiê
30 de julho de 2008 20h05 atualizado às 20h17

Por determinação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a pasta vai encaminhar ao Tribunal de Contas da União (TCU) amanhã as conclusões do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra o ex-secretário de Controle Interno da pasta, José Aparecido Nunes Pires. Ele é apontado como a pessoa que vazou o suposto dossiê com dados confidenciais do governo Fernando Henrique Cardoso ao senador tucano Álvaro Dias (PR). No relatório final dos trabalhos, os integrantes do grupo rejeitaram a hipótese de demitir o servidor, que agora presta serviços ao TCU. A decisão de não exonerar Aparecido foi ratificada pela ministra Dilma.

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À época, Aparecido pediu exoneração da Casa Civil e foi reencaminhado ao TCU, órgão onde trabalhava antes de ser convidado para a pasta pelo então ministro José Dirceu. Nesta noite, os três funcionários responsáveis pela investigação do vazamento do dossiê, um da Controladoria-Geral da União (CGU), um da Advocacia-Geral da União (AGU) e um da própria Casa Civil, entregaram o relatório final à secretária-executiva, Erenice Guerra.

Uma pessoa ligada à Casa Civil informou que, entre as conclusões, o relatório sugere que o TCU decida se aplica uma simples advertência ao servidor que supostamente vazou o dossiê ou se determina sua suspensão temporária. Não existe a possibilidade de exonerar José Aparecido do TCU.

A ministra Dilma não recebeu os três funcionários responsáveis pelo PAD. Pediu para a secretária-executiva falar com eles e depois relatar a ela as conclusões da investigação. A assessoria jurídica da Casa Civil irá analisar ainda hoje a formatação das conclusões e os aspectos formais do processo investigatório antes de remeter os dados ao tribunal de contas amanhã.

O relatório protocolado hoje na Casa Civil é resultado de apuração de uma comissão de sindicância interna que rastreou por sessenta dias os passos que culminaram com o vazamento da despesas pessoais de FHC, e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e da ex-chefe de cozinha da Presdiência, Roberta Sudbrack.

Redação Terra