Hermano Freitas
Direto de São Paulo
São Paulo
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» Vizinho do casal depõe
Segundo o pedreiro, ele não conversou com nenhum jornalista e negou que tenha concedido entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ-SP), os advogados de defesa do casal pediram para ouvir a fita que comprovaria a entrevista, mas o juiz Maurício Fossen negou o pedido.
A alegação do juiz, também de acordo com o TJ-SP, foi de que o pedreiro conhecia a possibilidade de ser acusado de perjúrio caso mentisse em seu depoimento. Santos Neto afirmou não ter comparecido anteriormente ao Fórum de Santana porque não teria recebido a intimação.
Ele disse que esteve na Bahia durante o depoimento das outras testemunhas de defesa, no início do mês. Segundo o TJ-SP, os advogados insistiram para que ele confirmasse a entrevista, mostrando inclusive a reportagem do jornal na época, mas o pedreiro afirmou ter conversado com jornalistas apenas depois de depor à polícia. Apenas a defesa fez perguntas à testemunha.
A enfermeira Christiane de Brito, moradora da casa vizinha que teria sido arrombada na noite do crime, depôs entre as 15h e as 15h10. Às 15h30, estava sendo ouvido Jéferson Friche, testemunha do juiz, morador que teria falado com Pietro, irmão de Isabella Nardoni, na noite do crime.
Ao chegar no Fórum, o advogado Ricardo Martins voltou a defender a inocência do casal e a falta de elementos que dêem consistência à prisão preventiva. Marco Polo Levorin disse que espera obter a liberdade do casal. "Temos esperança de conseguir a revogação da prisão e estamos aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal", disse. De acordo com ele, a coleta do depoimento de testemunhas não termina hoje, pois ainda falta ouvir o professor de medicina legal George Sanguinetti e da perita Delma Gama, respectivamente nos Estados de Alagoas e Bahia.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício.
No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça. Alexandre está preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé.
Redação Terra