Caso Isabella: pedreiro nega arrombamento a juiz

30 de julho de 2008 • 14h00 • atualizado às 15h34

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O pedreiro Gabriel Santos Neto, 46 anos, testemunha de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, negou ao juiz Maurício Fossen, em depoimento no Fórum de Santana, em São Paulo, que tenha havido um arrombamento na obra em que trabalhava, na casa vizinha ao edifício London. Ele disse que inclusive seu rádio estava no lugar onde havia deixado. Santos Neves foi ouvido das 13h45 até as 14h58.

» Veja a cronologia do caso Isabella
» Veja todos vídeos do caso Isabella
» Vizinho do casal depõe

Segundo o pedreiro, ele não conversou com nenhum jornalista e negou que tenha concedido entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ-SP), os advogados de defesa do casal pediram para ouvir a fita que comprovaria a entrevista, mas o juiz Maurício Fossen negou o pedido.

A alegação do juiz, também de acordo com o TJ-SP, foi de que o pedreiro conhecia a possibilidade de ser acusado de perjúrio caso mentisse em seu depoimento. Santos Neto afirmou não ter comparecido anteriormente ao Fórum de Santana porque não teria recebido a intimação.

Ele disse que esteve na Bahia durante o depoimento das outras testemunhas de defesa, no início do mês. Segundo o TJ-SP, os advogados insistiram para que ele confirmasse a entrevista, mostrando inclusive a reportagem do jornal na época, mas o pedreiro afirmou ter conversado com jornalistas apenas depois de depor à polícia. Apenas a defesa fez perguntas à testemunha.

A enfermeira Christiane de Brito, moradora da casa vizinha que teria sido arrombada na noite do crime, depôs entre as 15h e as 15h10. Às 15h30, estava sendo ouvido Jéferson Friche, testemunha do juiz, morador que teria falado com Pietro, irmão de Isabella Nardoni, na noite do crime.

Ao chegar no Fórum, o advogado Ricardo Martins voltou a defender a inocência do casal e a falta de elementos que dêem consistência à prisão preventiva. Marco Polo Levorin disse que espera obter a liberdade do casal. "Temos esperança de conseguir a revogação da prisão e estamos aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal", disse. De acordo com ele, a coleta do depoimento de testemunhas não termina hoje, pois ainda falta ouvir o professor de medicina legal George Sanguinetti e da perita Delma Gama, respectivamente nos Estados de Alagoas e Bahia.

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício.

No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça. Alexandre está preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »