Decretada prisão de PMs acusados de matar João Roberto

29 de julho de 2008 • 20h28 • atualizado às 20h44

O juiz Daniel Schiavoni Miller, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os policiais militares Elias Gonçalves da Costa Neto e William de Paula e decretou a prisão preventiva dos dois. Os PMs são acusados de matar o menino João Roberto Amorim Soares, 3 anos, no dia 6 de julho, na Tijuca, zona norte do Rio, durante uma perseguição policial.

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João Roberto estava no carro com a mãe e o irmão de 9 meses em uma rua da Tijuca quando dois policiais militares, durante uma perseguição, fizeram 17 disparos contra o carro da família. João Roberto levou três tiros e teve morte cerebral.

Para o juiz, a materialidade do crime foi atestada pelo laudo, boletim de atendimento do menino, por declarações de testemunhas e da mãe da vítima, além do vídeo que mostra a ação dos PMs.

O magistrado afirmou ainda a necessidade de prender os acusados para garantir a ordem pública e regular a instrução penal. Miller diz que "há receio" de que os PMs possam vir a "adulterar a verdade, a perturbar a colheita dos elementos de convicção".

Daniel Miller lembrou ainda que os fatos foram objeto de ampla divulgação na mídia nacional e geraram intensa repercussão negativa no meio social. "São causadores de real abalo à paz e tranqüilidade junto à população desta cidade, agravando acentuadamente seu sentimento geral de insegurança", completou.

O interrogatório dos policiais está marcado para o próximo dia 6 de agosto, às 13h. No início da audiência, serão exibidas imagens do fato contidas em fita de vídeo constante no processo.

Redação Terra
 
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