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SP: moradores de rua vão ao MP contra prefeitura e PM

28 de julho de 2008 20h50 atualizado às 22h23

Moradores de rua de São Paulo protocolaram uma representação no Ministério Público pedindo a apuração de "atos de arbitrariedade e violência de agentes públicos municipais e estaduais". Na representação, os moradores de rua afirmam que agentes municipais, guardas da Guarda Civil Metropolitana e policiais militares têm praticado violência contra eles, "ameaçando, agredindo ou jogando água" sobre as pessoas que dormem nas calçadas e praças.

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A prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de sua assessoria, que só vai se posicionar sobre o assunto quando receber formalmente a representação. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também desconhecia a ação.

Segundo os moradores, os maus tratos pioraram após o lançamento da chamada Aliança pelo Centro Histórico, no dia 30 de junho.

Recebido pelos promotores Milton Theodoro Guimarães Filho, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e Eduardo Dias de Souza Ferreira, da área de Direitos Humanos do Centro de Apoio Cível e Tutela Coletiva do Ministério Público, o grupo formado por dezenas de moradores de rua lançou a carta "Aliança Pela Vida", pela qual exige o fim dos atos violentos e das ações de remoção da população de rua do centro de São Paulo.

Em razão da representação protocolada, o Ministério Público deverá convocar os representantes da Aliança pelo Centro Histórico para uma reunião no próximo dia 14 de agosto, com a presença das lideranças dos moradores de rua, dos catadores de papel e dos vendedores ambulantes, que também estiveram presentes nesta segunda-feira na sede do MP.

Redação Terra