Os promotores de Justiça criminal Arnaldo Hossepian e da Habitação e Urbanismo Roberto Carramenha informaram que pretendem confrontar o laudo do Instituto Paulista de Tecnologia (IPT) com o laudo apresentado pelo Consórcio Via Amarela, que reúne as empresas responsáveis pela construção da obra da estação Pinheiros do Metrô na Linha 4, que desabou em janeiro de 2007. A análise será feita por técnicos do Ministério Público.
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Ontem, os promotores estiveram reunidos com o delegado de polícia que conduz o inquérito, Eduardo Aoki, com técnicos do IPT, do Ministério Público Estadual e especialistas em geologia para discutir vários aspectos do laudo.
O laudo do IPT apontou como causas do acidente falhas na execução e na fiscalização da obra pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Já o relatório do consórcio afirma que o acidente foi causado pela ocorrência de três fatores geológicos"simultaneamente combinados, somados à imprevisibilidade.
De acordo com o promotor Arnaldo Hossepian, responsável pela parte criminal, embora as investigações ainda não estejam concluídas, existem elementos que indicam a existência de culpa por parte dos executores e fiscalizadores da obra.
Já o promotor Roberto Carramenha, da Habitação e Urbanismo, destacou que o MP cobra de todos um plano de segurança em edificações, e que reforçou o pedido ao Consórcio Via Amarela após o acidente.
Segundo ele, esse gerenciamento deve ser estendido a todas as obras da Linha 4 do Metrô, e não se restringir à estação Pinheiros, onde houve o acidente. "A população tem de ficar tranqüila em relação às obras, em relação a sua segurança", destacou.
Os promotores adiantaram que os próximos passos das investigações serão as manifestações da promotoria de Habitação e Urbanismo em relação aos estudos feitos sobre os laudos do IPT e CVA, a apresentação do laudo do Instituto de Criminalística, e a apresentação de um relatório do Metrô.
Redação Terra