Polícia

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Sexta, 25 de julho de 2008, 09h13 Atualizada às 09h21

Jornal: PF prende delegado suspeito de espionagem

A Polícia Federal em Belo Horizonte prendeu ontem um delegado da Polícia Civil de São Paulo acusado de participar de um quadrilha de espionagem. De acordo com as investigações, Orivaldo Baptista Sobrinho atuaria com os detetives particulares Eloy de Lacerda Ferreira e Francesco Maio Neto, que seriam os mais ativos do Brasil. A informação é da Folha de S.Paulo.

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Sobrinho negou as acusações. A PF aponta que ele trabalharia para empresários, banqueiros, políticos e policiais.

Os três foram indiciados por quebra de segredo de Justiça, interceptação clandestina de comunicações telefônicas e formação de quadrilha. O delegado deve cumprir prisão temporária de cinco dias.

Na quarta-feira, a PF havia prendido, durante a Operação Ferreiro, 14 pessoas acusadas de participarem de uma organização criminosa suspeita de quebrar segredo de Justiça em processos com interceptação telefônica, de acessar dados cadastrais de clientes de operadoras e dos extratos de chamadas de terminais telefônicos. O número de mandados de prisão expedidos pela Justiça foi de 17. Duas pessoas ainda não foram encontradas.

A Polícia Federal concluiu que, além da varredura física das linhas interceptadas, o grupo fazia a verificação dentro de cinco operadoras de telefonia, com a ajuda de pessoas que tinham acesso às informações de documentos oficiais da PF nas companhias.

Para obter a informação, o interessado procuraria o chefe da quadrilha, que entrava em contato com o membro infiltrado dentro da companhia telefônica e que tinha acesso às informações sigilosas de processos de interceptação telefônica.

Para o serviço de varredura em cada linha telefônica, a organização cobraria R$ 3 mil, e para cada 15 dias de interceptação clandestina, R$ 15 mil. Os dados bancários como movimentações financeiras, saldo em conta corrente, além de dados cadastrais do titular da conta, seriam utilizados pela quadrilha para diversos fins.

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