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"São traficantes da Baixada e alguns expulsos da Carobinha e do Barbante, em Campo Grande, quando foram tomadas pela milícia. Estão sendo recrutados como soldados para garantir a segurança da milícia, já que muitos PMs que faziam esse serviço estão debandando, após a prisão do deputado Natalino Guimarães", disse o delegado. O parlamentar, preso segunda-feira, é apontado pelas investigações como um dos líderes do grupo.
Segundo Neves, os novos aliados da milícia estariam sendo contratados por "salários" entre R$ 300 a R$ 1.700 semanais. O delegado informou que o recrutamento estaria a cargo de Luciano Guinancio Guimarães, filho do vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, preso em dezembro. "O Luciano recebe ordens dos líderes para tocar o grupo", disse o delegado, ressaltando que o filho de Jerominho recebe apoio de Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos. Ambos são procurados pela polícia.
Neves informou que cinco integrantes do grupo já foram denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha, entre outros crimes. Nomeado para acumular a função na Delegacia de Homicídios da Zona Oeste, o delegado disse que a estrutura da delegacia vai apoiar no combate à milícia. "Serão mais 54 policiais, 10 fuzis e viaturas novas."
Ontem, as armas encontradas na casa de Natalino foram enviadas para a perícia. Os cinco veículos apreendidos - entre eles, uma Toyota Hilux em nome de Natalino e um Citroën C3, de Luciano - continuam na delegacia. O delegado vai analisar esta semana computador e DVDs apreendidos na casa do ex-agente penitenciário Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho. Segundo Neves, o aparelho teria imagem de uma das filhas de Waguinho segurando pistola calibre 45.
As investigações de Neves, apontam que o protesto na porta da delegacia contra a prisão de Natalino, terça-feira, teria sido pago pela milícia. Cada manifestante - da Carobinha e do Barbante - teria recebido em torno de R$ 30.
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