Ex-líder da extrema esquerda na Itália, Battisti alega que é refugiado político e pretende que essa condição seja reconhecida pelo Conare. Atualmente, ele está na Superintendência do Departamento de Polícia Federal no Distrito Federal, aguardando o julgamento de seu pedido de Extradição pelo governo da Itália. O ministro Cezar Peluso é o relator do pedido de extradição.
Caso a solicitação de refúgio seja concedida pelo Conare, a extradição do italiano pode vir a ser indeferida pelo STF, já que a legislação veda a extradição de estrangeiro acusado de crime político ou de opinião. Até que Battisti seja entrevistado e que o pedido seja analisado pelo Conare, o curso do processo de extradição fica suspenso no Supremo.
A informação de que Battisti desejava ser ouvido pelo Conare foi envida ao STF pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles. O pedido foi deferido por Peluso no dia 1º de julho, na condição de relator do processo.
A decisão de Peluso sobre a transferência foi tomada no dia 18 de julho. A solicitação foi feita pelo superintendente do Departamento de Polícia Federal no Distrito Federal, Disney Rosseti, e conta com concordância do próprio italiano e de seu advogado, o ex-deputado petista Luis Eduardo Greenhalgh.
Redação Terra