Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
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Os parlamentares analisam a documentação da Polícia Civil sobre o caso. Natalino foi detido, na segunda-feira, sob acusação de liderar a milícia Liga da Justiça. A Assembléia Legislativa do Rio tem o poder de soltar o deputado, mas precisaria de uma convocação extraordinária para votação em Plenário, pois o recesso só termina no próximo dia 5.
"Acho o caso do deputado Natalino gravíssimo. A Alerj tem grande responsabilidade com os cidadãos e por isso tem de se posicionar de maneira muito clara. Mas, pessoalmente, como fui contra a convocação extraordinária para decidir a cassação do deputado Álvaro Lins (acusado de favorecer bicheiros). Por uma questão de coerência, também sou contra a chamada extraordinária para o caso do deputado Natalino", explicou Melo.
A operação que prendeu Natalino Guimarães contou com mais de 100 policiais civis e militares. Os agentes cercaram a casa do deputado e ainda trocaram tiros com um suposto aliado do parlamentar, conhecido como Fábio Gordo. Ele foi baleado e também acabou detido.
Os policiais apreenderam 10 armas na residência de Natalino: quatro pistolas, duas escopetas, dois revólveres, uma metralhadora e um fuzil. As armas podem ter sido utilizadas para matar cerca de 80 pessoas desde 2000. Elas serão submetidas a exames no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
O irmão de Natalino, o vereador Jerômino Guimarães, o Jerominho (PMDB), está preso desde o final do ano passado. Ele também é acusado de chefiar a Liga da Justiça. O grupo expulsa traficantes de favelas da zona oeste da capital fluminense e cobra taxa de segurança dos moradores, além de outros serviços. A movimentação financeira da milícia chegaria a R$ 2 milhões por mês.
Redação Terra