Deputado é contra reunião sobre prisão de Natalino

23 de julho de 2008 • 13h02 • atualizado às 14h11

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O presidente do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo (PMDB), afirmou que é contra uma convocação extraordinária para analisar a prisão do deputado Natalino Guimarães (DEM). O assunto é discutido hoje por integrantes da Mesa Diretora da Alerj, assim como da Comissão de Constituição e Justiça, da Corregedoria e do Conselho de Ética.

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Os parlamentares analisam a documentação da Polícia Civil sobre o caso. Natalino foi detido, na segunda-feira, sob acusação de liderar a milícia Liga da Justiça. A Assembléia Legislativa do Rio tem o poder de soltar o deputado, mas precisaria de uma convocação extraordinária para votação em Plenário, pois o recesso só termina no próximo dia 5.

"Acho o caso do deputado Natalino gravíssimo. A Alerj tem grande responsabilidade com os cidadãos e por isso tem de se posicionar de maneira muito clara. Mas, pessoalmente, como fui contra a convocação extraordinária para decidir a cassação do deputado Álvaro Lins (acusado de favorecer bicheiros). Por uma questão de coerência, também sou contra a chamada extraordinária para o caso do deputado Natalino", explicou Melo.

A operação que prendeu Natalino Guimarães contou com mais de 100 policiais civis e militares. Os agentes cercaram a casa do deputado e ainda trocaram tiros com um suposto aliado do parlamentar, conhecido como Fábio Gordo. Ele foi baleado e também acabou detido.

Os policiais apreenderam 10 armas na residência de Natalino: quatro pistolas, duas escopetas, dois revólveres, uma metralhadora e um fuzil. As armas podem ter sido utilizadas para matar cerca de 80 pessoas desde 2000. Elas serão submetidas a exames no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

O irmão de Natalino, o vereador Jerômino Guimarães, o Jerominho (PMDB), está preso desde o final do ano passado. Ele também é acusado de chefiar a Liga da Justiça. O grupo expulsa traficantes de favelas da zona oeste da capital fluminense e cobra taxa de segurança dos moradores, além de outros serviços. A movimentação financeira da milícia chegaria a R$ 2 milhões por mês.

Redação Terra
 
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