RS: PF prende 5 suspeitos de tráfico pela Internet

23 de julho de 2008 • 10h31 • atualizado às 16h40
Polícia Federal mostra material apreendido
Polícia Federal mostra material apreendido
23 de julho de 2008
Polícia Federal/Divulgação

Cinco pessoas foram presas, quatro delas em Porto Alegre e uma no Uruguai, durante a Operação Pedra Redonda, desencadeada simultaneamente no Brasil e no país vizinho pelo Núcleo de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. O objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa especializada em tráfico de drogas pela Internet. Segundo a PF, 60 policiais federais cumprem ainda quatro mandados de busca e apreensão.

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A investigação começou na Operação Ouro Verde, ocorrida em março de 2007, que resultou na prisão de uma quadrilha que operava um banco ilegal e enviava dinheiro ao exterior.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, durante a análise do material apreendido, foi observada a movimentação financeira de um jovem que, apesar de ter menos de 30 anos e não possuir atividade profissional definida, era um dos principais investidores do banco paralelo, sendo titular de milhões de dólares.

Em trabalho conjunto com agentes do Drug Enforcement Administration (DEA), órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a PF verificou que o jovem integraria uma quadrilha que operava farmácias virtuais na Internet e comercializava drogas sintéticas de uso controlado, vendendo essas substâncias de forma ilegal especialmente para os Estados Unidos.

A Polícia Federal identificou que o jovem também seria responsável pela lavagem de dinheiro da quadrilha e utilizaria o banco paralelo desarticulado na Operação Ouro Verde para enviar e receber dinheiro do tráfico de drogas no exterior sem ser detectado pelas autoridades.

A investigação verificou que o elo gaúcho da quadrilha envolveria outros jovens, alguns com grande conhecimento de informática e com pouco mais de 20 anos, que executariam tarefas e agiriam como seu braço direito. Ele também utilizaria familiares para movimentar valores e registrar bens em nome de terceiros.

Os presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de prisão.

Com informações da Agência Brasil

Redação Terra
 
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