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Segundo Neves, a milícia em Campo Grande é subdividida em três níveis. O primeiro e mais importante, é liderado pelos irmãos Jerominho e seu filho Luciano (que já tem mandado de prisão pedido), Natalino, e outras duas ou três pessoas. O segundo escalão é formado por cerca de 45 policiais e o terceiro nível, a base, é dividida por pessoas que prestam serviços à milícia, como cobrança de propinas.
Os dois primeiros níveis sustentam o grupo contou o delegado, que investiga a atuação direta de Natalino em homicídios. Segundo Neves, a quadrilha possui em torno de 70 homens, cerca de 30 já foram presos e 30% do arsenal foi apreendido. Assustado e com o semblante surpreso por estar sendo preso, o deputado Natalino não soube explicar o arsenal encontrado em sua residência nem a lista de 43 nomes de membros da milícia.
Segundo ele, tudo foi inventado pela polícia e pelo delegado, a quem xingou dos mais variados palavrões. "O que eu fiz de errado, o que estou fazendo aqui?", perguntava. "Esse negócio de milícia é fantasia, eu sou político. Se existe um bandido se chama Marcus Neves, que fabrica bandido, que pega mendigo na rua e diz que é miliciano!"
Armas "plantadas"
Natalino sustentou que possui apenas uma escopeta registrada na Polícia Federal, segundo ele e uma pistola da polícia. As outras armas apreendidas teriam sido plantadas pelos policiais que participaram da prisão. A candidata Carminha Jerominho esteve na delegacia e deu a mesma versão. Na favela da Carobinha, apenas o cartaz da candidata está pendurado nos postes.
JB Online