Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
"Podemos dizer que grande parte dela (a milícia) está desarticulada. É uma milícia que não se compara a nenhuma outra, mas o trabalho continua", disse o secretário. Segundo Beltrame, a Polícia Civil continuará realizando operações deste tipo, mesmo que parlamentares estejam envolvidos.
Em depoimento à polícia, Natalino Guimarães alegou que não é chefe de milícia, mas sim chefe de família. O parlamentar e outras cinco pessoas (um assessor, um agente penitenciário, dois policiais militares e o filho de Natalino) foram presos em flagrante por tentativa de homicídio, porte ilegal de armas, favorecimento pessoal e formação de quadrilha.
Beltrame frisou que a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tem autonomia para decidir se mandará soltar Natalino Guimarães.
O titular da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), Marcus Neves, afirmou que os integrantes da milícia recebiam de R$ 300 a R$ 1,7 mil por mês. "Natalino comandava cerca de 15 homens dentro de sua casa no momento em que nós chegamos na residência. Apreendemos várias armas e estávamos preparados. Chegamos com 30 agentes, recebemos reforço e conseguimos realizar nosso trabalho."
Neves citou 43 pessoas no inquérito sobre a atuação da milícia de Campo Grande. De acordo com as investigações, a organização arrecadava R$ 4 milhões por mês quatro anos atrás e, atualmente, R$ 1,8 milhão, devido à repressão das autoridades.
O secretário de Segurança citou que houve redução de 50% no número de homicídios nos bairros de Realengo, Bangu e Campo Grande no mês de junho de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Amanhã, o Grupamento de Ações Táticas deve começar um treinamento com armas não-letais. Para Beltrame, a medida vai colaborar para diminuir o número de vítimas fatais em ações policiais.
Redação Terra