Natalino foi algemado ao ser preso em sua casa |
» Nove supostos milicianos são presos
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Por volta das 23h, policiais cercaram a casa de Natalino. Houve tiroteio e um homem identificado como Fábio Gordo, suposto aliado do deputado na região, foi baleado. Natalino foi detido e levado algemado para a 35ª DP (Campo Grande). Seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho (PMDB), também acusado de liderar as milícias, está detido desde dezembro do ano passado.
Desde o início da operação de combate às milícias na região, a delegacia prendeu 32 pessoas, entre eles policiais militares e bombeiros. Há cerca de 15 dias, em operação realizada com apoio da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, agentes da Draco capturaram o policial civil André Luiz Malvar, genro de Jerominho e suposto braço armado do bando.
Malvar foi preso pela primeira vez em agosto do ano passado, na Região dos Lagos, no ataque ao sargento da PM Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala. Na ocasião, a mulher e o enteado do PM morreram. Malvar responde ainda na Justiça pelo assassinato do inspetor Félix dos Santos Tostes, chefe da Favela Rio das Pedras, em fevereiro de 2007.
A caçada da polícia a Malvar começou em janeiro deste ano, quando ele fugiu da carceragem da Polinter, o Ponto Zero, em Campo Grande. Malvar responde ainda por formação de quadrilha armada, com Jerominho e Natalino, e mais oito acusados no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
O delegado Neves apreendeu uma agenda com a contabilidade da milícia que pode levar à prisão de mais 42 pessoas envolvidas com paramilitares.
Ossada encontrada na zona norte
Ontem, policiais militares do 3º Batalhão (Méier) encontraram uma ossada no alto do morro do Dezoito, na zona norte da cidade. Agentes da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) disseram que os restos mortais podem ser de vítimas dos milicianos. Eles disseram desconhecer a informação de que traficantes estariam tentando tomar o morro novamente.
O delegado Cidade de Oliveira lamentou que ninguém compareça à delegacia para fazer denúncias formais contra grupos clandestinos, para que possam constar em inquérito. "Os moradores estão com medo de denunciar e isso atrapalha as investigações", afirmou um agente.
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