Preso, Cacciola já teve os cabelos cortados na cadeia

20 de julho de 2008 • 10h08 • atualizado às 10h11

Para preservar a família, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola decidiu não ir à missa de Sétimo Dia da mãe, realizada na tarde de sexta-feira. No seu segundo dia no Presídio Petrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, em Bangu, ele parece integrado ao sistema: teve os cabelos cortados e, assim como o restante dos detentos, já foi fotografado com o uniforme penitenciário, blusa branca e calça jeans.

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"Ele está ótimo. A decisão de não ir à missa partiu dele. Amanhã, à tarde, vamos divulgar novidades sobre o caso", afirmou o advogado do ex-banqueiro Alan Bousso. Na sexta-feira, Cacciola, teve um problema estomacal em seu segundo dia no Brasil e não almoçou a comida do presídio. Segundo o advogado, Carlos Eluf, o ex-banqueiro conseguiu comer apenas uma maçã.

Salvatore Cacciola chegou ao Brasil escoltado por agentes federais na madrugada de quinta-feira, após passar dez meses numa prisão em Mônaco, depois de ser preso por agentes da Interpol. O ex-banqueiro passou a sua primeira noite preso no País em uma cela comum do presídio Ary Franco, na zona norte do Rio.

Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão, acusado de gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público. Em 1999, para evitar a falência do Banco Marka, o Banco Central socorreu a instituição em uma operação que gerou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres da União.

Desde que voltou ao Brasil, Cacciola escalou equipe de advogados que tentam libertá-lo com recursos judiciais. Até agora, não conseguiu a liberdade.

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