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Atualizada às 09h34
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deverá decidir na próxima terça-feira se proíbe a venda do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe) em todo o território nacional.
» Venda de antiinflamatório é suspensa
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Segundo a Anvisa, a Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), órgão consultivo formado por médicos e pesquisadores, emitiu, esta semana, um parecer recomendando o cancelamento do medicamento no País.
Outro laudo, desta vez do Setor de Farmacovigilância da própria Anvisa, também foi favorável à retirada do remédio do mercado. Os dois relatórios serão avaliados pela diretoria da Anvisa.
Ontem, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo se antecipou à decisão da Anvisa e proibiu a venda e a distribuição do remédio no Estado.
A decisão foi tomada após os técnicos receberem 609 notificações de efeitos colaterais de usuários dos remédios, sendo 147 delas graves.
Entre as reações mais freqüentes estão arritmia, hipertensão, hepatite, pancreatite, hemorragia, edema de glote, choque anafilático e até infarto.
No Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde informou que, até a tarde de sexta-feira, não recebera nenhuma notificação de efeito colateral do remédio.
Fabricado pelo laboratório suíço Novartis, o antiinflamatório Prexige chegou ao mercado brasileiro em junho de 2005.
O remédio, usado no tratamento de dores, problemas de artrite e inflamações nas juntas, é considerado o segundo mais vendido do Brasil em sua categoria, com um faturamento anual estimado em R$ 90 milhões.
Segundo o laboratório, o Prexige é consumido por cerca de 11 milhões de usuários em todo o mundo.
O laboratório Novartis emitiu na sexta-feira um comunicado afirmando que "o número de notificações está de acordo com o nível de prescrição do medicamento" e endossou que "qualquer tratamento com antiinflamatórios deve ser prescrito na dose adequada e pelo tempo estritamente necessário".
O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo salientou que boa parte das notificações foi feita por pessoas que utilizaram o produto por períodos curtos, inclusive inferiores a cinco dias.
Vetos
Não é só no Brasil que o antiinflamatório Prexige sofre veto das autoridades sanitárias. Dos 36 países que autorizaram a comercialização do medicamento em 2005, apenas sete continuam com o registro do remédio ainda em vigor.
Diversos países, como Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Argentina, entre outros, já suspenderam a venda do remédio em razão das graves reações provocadas em seus usuários.
Desde que entrou no mercado há três anos, o Prexige já foi relacionado a, pelo menos, 20 casos graves de problemas hepáticos em todo o mundo, incluindo três que tiveram que recorrer a transplantes de fígado e dois que resultaram na morte dos pacientes, na Austrália.
Em setembro do ano passado, a FDA (agência reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos dos Estados Unidos) rejeitou o registro do produto. Os dois últimos países que retirararam o medicamento de circulação foram a Austrália e o Canadá.
O Dia
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