Consórcio contesta laudo e culpa solo e imprevisto

18 de julho de 2008 • 12h30 • atualizado às 14h05

O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da estação Pinheiros do Metrô, em São Paulo, divulgou hoje relatório independente no qual questiona o laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que apontou como causas do acidente falhas na execução e na fiscalização da obra pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). O acidente, ocorrido em 12 de janeiro do ano passado, abriu uma cratera no local e deixou sete mortos.

» IPT: consórcio e Metrô falharam
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Segundo o relatório do consórcio, o acidente "foi causado pela ocorrência de 3 fatores geológicos" simultaneamente combinados, "somados à imprevisibilidade".

Os fatores que teriam coloborado, segundo a Via Amarela, são o tipo de solo arenoso, o "material geológico mole" presente no local do desabamento e um efeito lubrificante que teria sido produzido, o que teria convergido em uma condição "que não era possível ser suportada pelo túnel."

O relatório diz ainda que os responsáveis pela obra trabalharam "dentro da mais absoluta margem de segurança" e que "não era possível prever o colapso". Segundo o consórcio, mesmo efetuando "mais de 20 sondagens no local", número que seria superior ao indicado, não foi possível identificar os problemas apontados pelo IPT.

O consórcio rebateu também 11 fatores apontados pelo relatório do IPT. Uma das inconsistências apontada como grave é "a inexistência de gestão de risco, planos de contingência e de emergência na obra."

A Via Amarela diz que atendeu 100% das exigências previstas no contrato da obra e que plano de emergência implantado pelo consórcio foi "fundamental para a retirada, com êxito pleno e total segurança, dos moradores de casas vizinhas à obra."

O IPT informou que no dia do acidente foram feitas mais detonações do que o preciso, mas o consórcio afirma que a única explosão que ocorreu, foi às 8h20, 6 horas antes do acidente.

Redação Terra
 
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