De acordo com os jornais O Globo e Jornal do Brasil, o governo federal também deve liberar de recursos para a construção de presídios. Lula ordenou ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que o atendimento ao pedido da governadora fosse feito o mais rapidamente possível.
Dirceu repassou ontem essa orientação aos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas, que vão discutir como será viabilizada a atuação das Forças Armadas.
Em um primeiro momento, a intenção do Planalto é enviar ao Rio quatro mil soldados. As tropas iriam atuar temporariamente algumas áreas, até que seja criado o Batalhão de Ocupação Permanente da PM. O comando dessas tropas ficaria com o próprio Exército, em uma operação em conjunto com o Estado, da mesma maneira do que foi feito no carnaval de 2003.
A intenção do governo do Rio, segundo o secretário de segurança, Anthony Garotinho, é estabelecer áreas de atuação dos militares para o combate ao crime organizado e narcotraficantes. Em dezembro, quando calcula que os policiais estarão preparados para atuar na capital fluminense, Garotinho disse que eles tomariam o lugar dos militares do Exército.
Já a governadora Rosinha Matheus deixou claro no encontro de quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o efetivo das Forças Armadas não ficará de forma permanente no Rio. "Nós mostramos que não queremos que o Exército fique permanentemente. É até que os homens da Polícia Militar fiquem prontos", esclareceu.
Redação Terra