Mendes nega crítica a Tarso: fui mal interpretado

15 de julho de 2008 • 20h17 • atualizado em 16 de julho de 2008 às 02h39
Tarso Genro concedeu entrevista coletiva ao lado do ministro Gilmar Mendes
Tarso Genro concedeu entrevista coletiva ao lado do ministro Gilmar Mendes
15 de julho de 2008
Wilson Dias/Agência Brasil

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasília


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou que tenha criticado o ministro da Justiça, Tarso Genro. Mendes falou que foi mal interpretado diante de um termo técnico utilizado. Tarso e o presidente do STF concederam entrevista um ao lado do outro e negaram que tenha havido qualquer mal-estar entre eles, afirmando que não são "oponentes" nem "contraditórios".

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"O uso de alguma expressão técnica por mim (a de 'ser competência' de alguém) não foi bem compreendida. (O que quis dizer era que o tema) Não estava e não era da esfera do ministro da Justiça", disse o presidente do STF.

Ontem, o ministro Gilmar Mendes falou que Tarso Genro não teria "competência para opinar" sobre as decisões que libertaram duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha. "Eu não estava dizendo que o ministro era incompetente", afirmou o presidente do STF.

"Eu e o ministro Gilmar não nos consideramos oponentes nem contraditórios nesse processo. O ministro Gilmar cumpriu o papel dele como presidente do STF e eu cumpri meu papel como ministro da Justiça", disse Tarso, ao lado de Gilmar Mendes. "Acho que houve uma certa divulgação superlativa que não corresponde a nossa relação, claro que no âmbito de uma tensão gerada por inquérito. Nunca rompemos a naturalidade da nossa operação", observou.

O ministro da Justiça agradeceu a presença de Mendes no encontro com Lula e com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e disse: "iniciamos um novo ciclo menos de debate público" para melhoria de procedimentos. "Nunca houve nenhum confronto e temos discutido os abusos", completou Gilmar Mendes.

Tarso e Mendes chegaram a um acordo na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aperfeiçoar métodos e as próprias instituições para preservar direitos dos cidadãos investigados criminalmente. O presidente do STF disse que foi selado um "novo pacto republicano para melhoria das instituições".

Mendes contou que foram tratados temas como interceptação telefônica e abuso de autoridades.

Com informações da Reuters

Redação Terra
 
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