Trânsito

Trânsito

Terça, 15 de julho de 2008, 02h33 Atualizada às 15h29

Semáforos ganharão novos monitoramentos no Rio

Em três meses, a Prefeitura do Rio promete que o trânsito deve melhorar em pelo menos 1.050 dos 2,5 mil cruzamentos da zonas sul, norte e oeste da cidade. A Secretaria Municipal de Transportes anunciou que vai modernizar o sistema de monitoramento dos sinais e com isso os semáforos não ficariam mais desregulados depois de uma queda de luz, por exemplo. O software que controla quase metade dos cruzamentos da cidade foi instalado em 1995 e está defasado em relação a tecnologia atual. O investimento previsto é em torno de R$ 2,6 milhões.

» Leia mais notícias da agência JB

"Com o novo equipamento será possível modificar à distância a temporização dos sinais. A idéia é facilitar e ter a possibilidade de modificar a espera de acordo com a demanda observada nas vias por câmeras", comentou o secretário municipal de Transportes, Arolde Oliveira. "Hoje, o software atual precisa de um tempo para fazer esse ajuste."

Segundo o secretário, o novo sistema vai reduzir o tempo gasto pelos motoristas e será sentido principalmente pelos que trafegam pelas grandes vias da cidade, como as avenidas Presidente Vargas, Rio Branco, Presidente Antônio Carlos ¿ todas no centro ¿ e avenida das Américas, na Barra, e a rua Mário Ribeiro, no acesso à Lago-Barra.

O taxista Waldemir Farias, há oito anos na praça, está otimista com o investimento no trânsito.

"Espero que melhore também o tráfego na Lagoa, principalmente nos acessos ao Túnel Rebouças, que deixa reflexo em toda zona sul", afirmou Waldemar. "O sinal de quem vem da Epitácio Pessoa em direção a zona norte demora demais e causa trânsito até o Parque da Catacumba."

Sistema ainda não é o ideal
O consultor de tráfego, Celso Franco, diz não acreditar em um sistema que não seja comandado por sensores que informem o número de veículos em tempo real ¿ o que denomina de sinalização inteligente.

"O volume de carros muda a cada segundo. A solução seria instalar o sistema chamado 'scoot', que trabalha com detectores no chão e informa o número de veículos com atraso de apenas cinco segundos, e acabar com os sinais burros", sugere Franco. "Mas nada disso funciona com volume de tráfego saturado."

Arolde admite que a modernização no sistema não vai resolver o problema de tráfego no Rio de Janeiro:

"Os orçamentos são escassos e as necessidades são inúmeras."

De acordo com Dalny Sucasas, sub-secretário da pasta, um novo Centro de Controle de Tráfego por Área (CTA) demandaria investimento de pelo menos R$ 30 milhões.

  • Imprima esta notícia
  • Envie esta notícia por e-mail

Busca

Busque outras notícias no Terra: