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"Jamais foi proferida decisão emanada deste juízo autorizando o monitoramento de pessoas com prerrogativa de foro, como veiculado na matéria jornalística", afirmou o magistrado.
Mendes foi responsável pelo habeas-corpus que libertou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. O juiz Fausto Martin de Sanctis decretou ontem o novo pedido de prisão do banqueiro, que voltou à carceragem da PF.
Segundo Sanctis, o delegado da PF Protógenes Queiroz, responsável pela operação, foi convocado e afirmou não ter monitorado a presidência do STF, "sendo que todos os dados trazidos ao juízo originam-se apenas de monitoramento (telemático e telefônico) dos investigados, com a devida autorização judicial".
O juiz disse ainda que, se for identificado qualquer desvio de conduta por parte da Polícia Federal, ele tomará as devidas medidas. A informação veiculada, totalmente inverídica, somente serviu para, mais uma vez, tentar desqualificar as ações da Justiça Federal."
Segundo a Folha, Mendes soube que estava sendo monitorado por uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo. A PF teria em mãos um vídeo com imagens gravadas no Supremo na qual assessores da presidência conversam com advogados de Dantas.
Redação Terra