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Atualizada às 22h12
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, criticou nesta noite, antes da solenidade de posse do novo secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça, o que classificou como "de novo, um quadro de espetacularização das prisões" por parte da Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha, que resultou hoje nas prisões do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, do banqueiro Daniel Dantas e do empresário Naji Nahas, além de outros acusados de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.
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O ministro considerou esse procedimento da Polícia Federal "dificilmente compatível com o Estado de Direito" e também condenou "o uso abusivo de algemas", acrescentando que "tudo isso terá que ser discutido". O presidente do Supremo qualificou ainda como "absurdos" os pedidos de prisão preventiva, busca e apreensão da jornalista Andréa Michael, do jornal Folha de S.Paulo, por ter antecipado, em reportagem publicada no dia 26 de abril, o teor da operação Satiagraha.
De acordo com informação publicada na página do STF na Internet, o ministro disse que "prender um jornalista por revelar uma informação faz inveja ao regime soviético. Ainda bem que o juiz negou o pedido". Gilmar Mendes definiu como abuso do próprio pedido de prisão preventiva a atitude da Polícia Federal em relação à jornalista Andréa Michael e questionou tal procedimento.
"Caso se impute à jornalista prática de uma infração, qualquer que ela seja, qual é a justificativa para a prisão preventiva? Ela poderia fugir? Ela poderia dar cabo de provas?", inagou Gilmar Mendes.
Agência Brasil
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