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Atualizada às 22h02
» Defesa recorre contra extradição
» Cacciola recorre à ONU
» Extradição é mantida em sigilo
» Cacciola: governo quer reaver R$ 1,5 bi
Na oportunidade, Eluf anunciou que o advogado europeu do ex-proprietário do Banco Marka, Frankier Michel, recorreu à Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar suspender a envio de Cacciola para o Brasil, alegando que existem evidências de que a Polícia Federal (PF) fere os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Eles (a PF) prendem, algemam, submetem à execração pública e humilham as pessoas", afirmou Eluf.
Segundo ele, a decisão da ONU não tem validade judicial. No entanto, caso a organização acolha o pedido do advogado de Cacciola, Eluf espera que a extradição seja interrompida.
O advogado disse que o ex-banqueiro, que tem 63 anos, é uma pessoa idosa, sofre de artrite reumatóide, nunca ofereceu nenhum perigo à sociedade e ainda recorre da decisão judicial em que sua prisão foi decretada. Por isso, não deveria ser mantido preso e muito menos enviado ao Brasil contra a sua vontade.
Para Eluf, o governo brasileiro tem tratado o caso Cacciola com fins políticos e eleitorais. "Existe uma vontade muito grande de trazer Cacciola para o Brasil, como se ele fosse o representante de todos os desmandos financeiros que o País já sofreu", disse o advogado.
Este argumento, afirmou ele, está sendo utilizado também no pedido de habeas corpus, protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados do ex-banqueiro pedem a suspensão da extradição alegando, além de falta de isenção do Estado, falhas processuais e falta de isonomia, já que réus acusados dos mesmos crimes que Cacciola estão em liberdade.
Agência Brasil
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