O corpo do menino foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro |
Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
Brasil
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Cinco crianças carregaram balões vermelhos durante o cortejo da capela até a sepultura. Os adultos jogaram flores no momento em que o caixão foi colocado no local. "Meu filho, eu te amo e nunca vou te esquecer. Você morreu, mas vai ficar vivo para sempre no meu coração. Foi uma covardia o que fizeram contigo", desabafou o pai do garoto, Paulo Roberto do Amaral.
Ele e os demais presentes clamaram por justiça e pelos Direitos Humanos. Todos também rezaram o Pai Nosso e bateram palmas. Os pais e a avó materna do menino, Cirene Amorim, buscaram atendimento em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estava no cemitério.
Os dois policiais militares envolvidos na perseguição que atingiu a criança, no domingo passado, permanecem presos administrativamente. Eles alegaram que estavam atrás de um carro com quatro criminosos, quando o veículo em que a criança estava com o irmão e a mãe cruzou o caminho.
O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, desmentiu a versão e confirmou relatos de testemunhas de que os PMs acertaram o carro da família por engano. O veículo levou 16 tiros. "O que houve foi exatamente a confusão. Essa explicação ela vai ser dada no inquérito. A tese dos policiais não é suficiente". Beltrame informou que os dois PMs estão presos administrativamente no 6º Batalhão (Tijuca), onde são lotados.
Redação Terra